domingo, 20 de dezembro de 2009

Respirar

Peço-te agora que me deixes respirar. A estrada é para ser seguida então decidi que vou seguir a minha. Pode não ser bem feita e ter lombas desiguais. Pode até ter sinais enganadores e indeterminados contudo vou segui-la. Deixa de me deixares no vazio, deixa-me respirar vida. Tu tens tudo e eu tenho nada. Deixa-me ter alguma coisa, alguma coisa minha e só minha. Não quero nada teu apenas quero respirar. Uma janela no mundo inteiro e é só por ela que olho. Não me vou ver no teu olhar, nunca mais.
Respirar; é isso.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Mafalda Veiga

sábado, 12 de dezembro de 2009

noite a devorar o sol

É noite mas eu sinto o sol dentro da minha cabeça. Tenho a cabeça a ferver. Só me apetece ir para o meu paraíso; a praia. É lá que estou bem. É lá que não há nada, só eu. É lá que a brisa do mar me consegue tirar de mim e não deixa que me afunde nos meus pensamentos. Na praia, onde tudo é mais calmo. No mar onde não há ninguém. Nas ondas de esperança e na areia dos desejos. Nas rochas de segredos e pegadas de amor. Nas conchas de amizades, quando por fim, vem a onda da esperança e leva tudo pronta para uma nova esperança e um novo desejo; uma nova história de amor e novas amizades. E assim é; vem a onda e leva tudo. E se calhar é assim que estou bem, com nada. Vazia. Porque só a praia me faz sentir vazia e cheia ao mesmo tempo; e é assim que me quero sentir. Com ou sem sol, de noite ou de dia.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

anda, ensina-me a voar

anda, ensina-me a voar. não me digas para eu bater os braços e caminhar pelo céu, não. ensina-me a voar e atingir os meus objectivos. ensina-me a combater os medos. amestra-me a saber que sou melhor por ser verdadeira e que no fim, sou eu que ganho. diz-me que por poder voar, atravesso por cima da multidão e chego a ti. e voar para o teu coração, não ?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

vem por aqui

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Medo


Não tenho pudor de falar que tenho medo. Tenho medo... Medo de amanhã não calçar os sapatinhos de quarto e descer as escadas até chegar à sala. Medo de não sentir o frio realçado lá fora. Medo de não poder tocar no Max sempre que chego a casa. Medo de que 2010 seja uma merda; ainda mais do que 2009 foi...
Medo de ti ? De te ver ou de nunca mais te ver ?

domingo, 22 de novembro de 2009

terceiras oportunidades; só ela.

Sinceramente faz-me confusão. Ultrapassa-a e ultrapassa-me. Chegando a casa todos os dias angustiada com o que lhe dizem e fazem, levanta-se num novo dia pronta para se melindrar mais e proporciona isto a todos os dias da semana. Chega um ponto em que se acha exausta e aí afecta-nos a todos. O seu mal-estar e irritação. Acho bem a revolta. Devia era acontecer todos os dias. Se se acha ser preciso, é preciso. É o sexto sentido das mulheres (ou talvez não). Podia contemplar o que ele cria nela para talvez um positivismo menos mau do que o que tem. Aceita a imperfeição e o castigo. Imperfeição que ocorre em todos e podia ser bem aceite se por uma corrente fosse próprio e digno de aceitar sequer. Mas nem isso é, nem para mim nem para ninguém. É a dor que ele cria nela e ela aceita. Chamo-lhe prejuízo e doença. Cresce tudo na mesma raiz. Já tentei discursar e expressar o que acho, nem tanto o que sinto mas apenas oiço; "Mas eu não percebo, ele mudou, ele diz que não a quer. Está apenas confuso". Confuso o tanas. É é um grande egoísta e egocêntrico. Para terceiras oportunidades só ela mesmo. Terceiras, quartas e afins. Só ela.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

elas e outras

Estará ela a vê-lo com outra pessoa ? Ele beija-a, ela toca-lhe no pescoço. Ele respira; ela suspira. Ele diz-lhe que a ama com a brisa do mar e a leveza do vento. Ela revira os olhos.
E a outra vê atentamente.

domingo, 15 de novembro de 2009

Perdição

Não consigo aceitar os factos da realidade. Não aceito que te tenhas ido embora, não aceito que me tenhas deixado e por fim não aceito não saber onde me encontro. Cada dia que passa menos percebo o porque do fim das coisas e no entanto mais me apercebo desta realidade. A dor que sinto por isto é interminável pelo que dá a entender agora. É impossível estar bem ou estar melhor. E sinto-me sozinha por isso, por me teres destinado a não te ter ao meu lado. Sou constantemente abandonada. Estou colada ao chão e estão-me persistentemente a pisar. Ninguém me ajuda a levantar. Amando-te deveria deixar-te ir, libertar-te mas suponho que neste caso seja mais revolta do que a própria sedição de amar. Mas dizendo isto mantenho-me a entender que não é justo e que não sendo justo torna-me fraca, mais fraca do que já sou sentimentalmente. Tenho que usar uma máscara e não devia ser assim; deviam perceber sem ter que soltar uma palavra. Amigas ? Não. E sei que por vezes falo com um ligeiro tom cínico mas nem é assim tão difícil de aceitar isso, sei que não é por experiência própria. Não espero dos outros o que eles não podem esperar de mim, não sou injusta. Sou apenas fiel. E sei que se não forem comigo no fim ficará tudo bem porque serei sempre fiel a mim própria e na intenção de limite, é isso que conta. Já os pais disseram há bocado que foram falar com o senhor que esteve na festa da Nocas e que ele disse que sou muita engraçada e respondona só porque lhe disse que vodka e redbull fazem mal sozinhos quanto mais misturados e que quando ele me respondeu que o que faz mal é não beber, que lhe respondi de tal maneira de menina respondona mas ao mesmo tempo engraçada e que ele achou piada porque me conhece desde que sou pequena e diz que sou assim respondona desde que sou pequenina. Achei engraçado e acho engraçado ser respondona porque não sou mal-educada e isso sei que não sou. Sou apenas agressiva quando me reatam de forma que me faça reagir de tal maneira. Neste momento poderá vir um ataque de agressividade sem qualquer razão de ser do nada. Estou demasiado afundada para me preocupar com isso. Se acontecer, aconteceu. E acho que a enorme revolta de me teres abandonado é o que afunda ainda mais o meu barco. Nem tanto a de te ires embora mas a de me teres abandonado. Abandono é mau, muito mau. De vez em quando sonho brevemente com o contrário, antes eram sonhos mais concretos. Agora, por vezes apenas me passa a breve ideia de ter uma vida sem as complicações da minha, uma vida perfeita como aparentam ter algumas pessoas. Depois penso que não seria quem sou se tivesse uma vida perfeita mas não tenho preferência. Depois desses sonhos o mais difícil é acordar e sermos embasbacados com a realidade que nos deita de novo mas em vez de ser na cama é no mundo, num mundo de estranhos. Neste momento peço apenas saúde e felicidade. Pode ser um cliché; ou não. Farta ou não de me sentir assim continuo a viver; refugiando-me nos estudos. Ao menos isso, nos estudos. Não podia pedir uma família melhor; pais que fazem tudo por nós, manas que me dão o que eu lhes dou, tios que me percebem apenas com um resumo, primas à maneira (mesmo !), uns avós amorosos e bonitos. Acho que esta satisfação pela minha família não irá passar nunca. Por vezes está escondida, mas nunca apagada. Isto sim é a única coisa pela qual posso agradecer todos os dias. As outras, melhorando ou não, irão eventualmente ficar mais transparentes demorem o tempo que demorarem. Não tenho pressa.

sábado, 14 de novembro de 2009

Minha Gordinha

És tu. És o meu sol nos dias de calor, a minha lua flutuante no céu na noite mais bonita do verão, o amanhecer mais bonito e o pôr-do-sol mais pacifico. A estrela para onde olho a noite toda. A água que bebo. És tu e só tu.
She's nothing like a girl you've ever seen before, nada mesmo. Sim és tu, e ser-lo-á eternamente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

(Broken) Heart

You’re everything I thought you never were
And nothing like I thought you could’ve been
But still you live inside of me
So tell me how is that?
You’re the only one I wish I could forget
The only one I’d love to not forgive
And though you break my heart, you’re the only one

Mata-me de amor ou dá-me liberdade

Só te quero a ti. Só sonho contigo, com os teus olhos, com o teu respirar ao pé do meu coração. Com a minha mão junta com a tua até ficar a suar. Não me dás nem amor nem liberdade. Não me dás tudo o que eu te dou nem és tudo o que eu sonhei, mas és o meu sonho e isso atinge a realidade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

I have a dream

Os sonhos verdadeiros não é de cair um montão de dinheiro em cima de nós enquanto dormimos, nem é ficar rico em sete horas (durante a noite, o sonho). Isso é uma ilusão errada (e aqui vamos nós outra vez). Mas nem todos os sonhos têm de ser verdadeiros, o meu não é de certeza. Eu sonho em ganhar o Euromilhões, contudo o meu Euromilhões não é dinheiro. Para mim pode ser concluído como uma grande fortuna, essa questão nem se põe, mas isso sou eu. O maior Euromilhões que eu podia alguma vez ganhar és tu. E hoje sinto-me feliz, apetece-me ir lá para fora doar alguma desta felicidade. Finalmente um dia desta felicidade que não me tocava há tanto tempo. Hoje é daqueles dias que me apetece dizer que não vou desistir e que vou lutar por ti até não poder mais mas sei que não irão passar destas palavras e deste desabafo. Vou dizê-lo na mesma; apetece-me ir ter contigo agora mesmo e dizer-te que tudo o que aconteceu está errado, tudo o que fizeste foi errado (apesar de o saberes) e mesmo sabendo que eu fui infiel comigo mesma, e tu comigo, que te aceito como és como sempre fiz e que te quero de volta contudo isso seria mais uma vez, desrespeitar-me a mim, e só a mim. E não seria novidade nenhuma. Mas se soubesses as saudades que tenho, do nosso olhar interminável e das nossas conversas sobre tudo e mais alguma coisa, enfim. Fico contente por tudo se ter passado, fez-me crescer como pessoa e ver a vida de maneira diferente. Por isso obrigada, por isso e por tudo. O sonho mantém-se mas a realidade também.

forever isn't long enough in my eyes

Não existe para sempre ou nada semelhante. A nós dizem-nos que irá ser para sempre, fazem-nos acreditar em tal e fazem-nos ver que vai ser para sempre. A falta que me fazes é um constante. Encontro-me todos os dias a pensar em ti, sempre, mas sempre mesmo. O sentar-me na minha cama a chorar por ti já é um constante sem qualquer razão de ser no próprio momento, é um constante.
Ontem, fui-me deitar e acho que pela primeira vez talvez me tenha batido mesmo. Não sei explicar mas parece que caí em mim, um pouco mais do que já tinha caído. É tão solitário o pensamento deste adeus, não tem barreiras para que possamos ver de onde veio. É uma resposta sem explicação. Talvez nem uma conclusão tão vinda do nada mas apenas um facto. Um facto sem explicação que deixou muitas dúvidas mas nada para as explicar. E tenho medo de ser assim para sempre. Medo de me sentir assim, medo de sentir algo que não possa explicar e antes não era assim. Mostrar o que sentia não era difícil, apenas requeria pensamento e as palavras certas. Agora é tão mais complicado fazê-lo. Não estás aqui. Não estás aqui. Não estás aqui. Repito as vezes que for necessário e sei que mesmo assim, não vamos a lado nenhum. Tirem-me daqui. Ajudem-me a sair disto, desta falta de ar, disto que é tudo menos common sense. É absurdo.

Não sei aceitar esta finalidade, este adeus.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Gordo

Já não és o meu gordo, mas continuas a ser gordo.

domingo, 8 de novembro de 2009

Esquerda ou Direita, Mal ou Mal

Para um aspecto é uma matéria e para outro é outra. Tenho de condizer só num quando me assisto num, e me imagino noutro. Hoje estou na habilidade. Hoje e agora, estes dias, estas semanas. São os dois lesões e traumas. O de felicidade não se vê, tem nevoeiro, mas sinto que está aqui. Não sempre, sucede e toma parte quando deseja mas dura pouco, muito menos do que gostava. Amanhã caminho para a felicidade, daqui a umas horas. Estou enfada e farta de ser o mal, estar no mal. Amanhã faço de tudo para estar no caminho da felicidade. Escolher entre o mal ou o mal ? Eu escolho o bem.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Minha 19

Porque será que o 19 é tão especial ? Dia de anos ? Lembro-me perfeitamente do dia em que escolhi que queria que esse fosse o meu número. Foi em Fevereiro, deste ano. Íamos fazer t-shirts para a apresentação e eles precisavam do meu número, já não queria ser o 24 porque era por ti nem tão pouco o 4, pela mesma razão. Então podia ser o 5 (Maio), ou o 19 (dia de anos). Lembro-me que fui à net ver a lista de jogadores que eram o 19. Parecia-me ser tão nobre, 19. E continuo a achar. Há qualquer coisa neste número que não é habitual, não há descrição possível, pelo menos agora. Pode ser pela simples razão dela também o ser. Ela; a Minha 19. Será o destino ? É tal como digo; you can change my future, you can't change my destiny. É mais do que muita gente, muita gente que pensa ter coração mas acaba só por ser um traste encarnado que bate lá por dentro. E a Minha 19, além de ter coração, tem alma e personalidade. Uma personalidade mais forte do que todos os que pensam ter, uma personalidade tão forte que é capaz de espantar todos. Seria só mais uma pessoa neste mundo, mas para mim é tão mais do que isso. Tão mais do que só uma prima, só um membro da familia, só uma amiga. É tudo isto, e quem partilha este 19 comigo. É ela, sim, a minha 19.

M de Minnie

Pode ser só um peluche, como pode ser um peluche que está comigo desde sempre, desde que fui à Disney. É a minha Baby Minnie. Está lá sentada no meu quarto, com os casacos que a tia fez para ela, com um M, de Minnie, e de Madalena; ela tem dois nomes. Já esteve dentro do meu armário, como já esteve dentro de mochilas, e quando eu gostava de dormir com um zoo na cama, dormia comigo. Já passeou muito, aquele boneco. Apesar de tudo, eles são quem vêem mais. São os que não se mexem nem se mostram ser humanos, que sabem tudo, tudo de todos os que passam naquele quarto, naquela casa. São os que guardam os segredos para sempre. Podemos confiar neles no momento em que os conhecemos. Ela é e foi assim sempre. O meu maior baú. Arrependo-me de me ter irritado e fingido que ela estava a ter um ataque cardíaco, e de seguida de lhe ter feito um corte no peito só para o poder cozer com linha bem azul para se notar que lhe tinha feito uma cirurgia. Quero ser médica, já agora. É um dos meus maiores sonhos, ser médica, salvar vidas. É muito típico, mas é verdade. Enfim, no fundo é só um peluche, um peluche que me acompanha sem criticar nem elogiar. Um peluche mais verdadeiro do que a maioria dos seres humanos que conheço. Deveria ser assim?
Um peluche que ocupa o meu coração.

Mana


Mana, muitos parabéns. Credo, que velha. Cada ano que passa parece que o outro chega mais rápido. E a palavra parabéns torna-se tão mais serena e ao mesmo tempo parece que tem menos significado, não sei. Talvez seja pela simples razão de as crianças mostrarem bastante mais, a ideia de fazerem anos e receber prendinhas. Espero que tenhas o melhor fim-de-semana da tua vida com as tuas amigas/amigos. Tenho pena em não te poder dar um grande beijinho e um grande abraço como fazia antes. Sabes, parece cada vez mais que estou sozinha, sozinha na escola. Antes vocês (tu e a Nocas) protegiam-me, e estavam lá sempre. Agora já não. Agora parece que cada vez mais sou eu que pago pelos meus erros e não tenho lá ninguém para me ajudar. É mau, mas acho que é o que se chama crescer, não sei. Tenho saudades de chegar à escola e ir literalmente a correr para te dar um abraço. Tenho saudades de ter um problema, e mandar uma mensagem a pedir para saíres da aula e ires ter comigo. Tenho saudades das tuas brincadeiras, nomeadamente passares a vida a gozar comigo e com a Gui a dizer que tu e o Gonçalo estavam juntos, sempre, e o pior era que nós acreditávamos em vocês sempre, todas as vezes. Mas isto é vida, acontece e acaba. Não estás aqui aqui, mas estás aqui. Aqui ou ai, mas estás sempre comigo. Trago-te no meu coração todos os dias, todos os minutos de todos os dias. Vejo-te no Natal.

Um beijinho grande de parabéns.
Sê feliz Vi, eu também serei.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Explosão

São desilusões após desilusões. Cada dia que passa menos me choca o que fazem, o que dizem. Estão constantemente a criticar os outros; as suas aparências e gostos. Nunca ouviram dizer; gostos não se discutem ? É o vocês suporem que são melhor que os outros que me passa por debaixo dos pés ou talvez nem tanto. São os erros que cometem e depois não admitem e que por vezes são tantos que nem a dignidade de o saber, têm. É este mau-humor que nasce em mim sem ter qualquer razão de ser, e não deveria ser assim.
Chega ! Hoje explodi.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Para a Mananês


You want to call her name from the highest hill
And she's better than the five-billion-dollar bill
She swims with you to Atlantis coast
To keep you save while the world explodes
She's diving down to keep you high inside her velvet sky
She's so beautiful beautiful beautiful beautiful beautiful


Única e totalmente única. No BI, é hoje que te tornas uma mulher mas na realidade, já és há algum tempo. Também depende do que cada um interpreta como um ser, crescido, neste caso uma mulher. Hoje fazes 18 anos, e não será por isso que os teus olhos brilham mais, ou estarás mais alta. Isso não é hoje, nem tem que ser amanhã. Será quando tiver de ser. Mulher. Foste mulher, és mulher, e serás mulher. Irás ser mulher na história da tua evolução. És sol, és lua. És quente e por vezes fria. És a onda mais leve de uma tempestade no mar e ao mesmo tempo a gota mais quente da chuva. Agora estás crescida, um bocadinho mais crescida. Mas isso não acontece só hoje, ou só porque tens mais um ano. Isso conquista-se ao longo de um ano, cresces mais um bocadinho, tal como todos. E o que podemos dizer sobre ti ? Muita coisa. Nem a biblioteca lá da escola aguentava tantos livros com coisas ditas sobre ti, pois seriam livros a mais e cada um seria único, com só uma coisa a dizer, mas dita em muitas palávras. E as nossas memórias, temos tantas, e ainda vão nascer tantas. E quando o Pai quase tinha de parar o carro na auto-estrada porque nós nos iamos a bater lá atrás ? Meu deus, coitados. E quando houve uma vez que fomos só as quatro para o Algarve e quando estávamos a voltar, da viagem cansativa que tivémos, e de dormir com as formigas, a mãe nos disse que nos tinhamos portado muito bem naquela viagem, ainda por cima feita à noite. Também, quando os pais iam para fora e tinhamos lá a Tia em casa. Era mac e doce mania, e quebrar as regras da mãe, que naquela altura era o que nos dava mais gozo. A hora de deitar era 21h30 para nós, e 22h ou 22h30 para ti, nós iamos quase à tua hora, e tu por volta das 23h. Foram boas, e as que ainda não nasceram também serão. Tenho a certeza disso. E digo outra vez, és única.

Parabéns, pelo que és.

Amo-te

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Soulmate

Tal como já disse; és o mais perto de mim que eu tenho. Porque será ? Não tenho que explicar com palavras exactas o que sinto e apesar disso percebes-me. Consigo-te mostrar tão pouco e no entanto recolher tanto. Percebes-me como ninguém. E o melhor de tudo é poder dizer que por vezes estamos na mesma situação. Alivia-me saber que alguém percebe o que eu sinto e que não seja um perceber tão vago como dão a entender. Quando preciso de uma resposta, tu concedes-me uma tão precisa e tão prudente. És a única pessoa que me diz o que eu quero ouvir sendo o que está certo.

Por isso agradeço-te, agradeço-te por estares aqui. Agradeço-te por seres quem és, e aceitares quem sou.

Amo-te

Hoje

Sinto-me mal. Hoje estou mal. Estou pior do que tenho estado. Sinto que não estou viva por dentro. Mexo-me, mas parece que não sou eu. Preciso de mais tempo do que existe, preciso de poder ter o meu tempo. O dia hoje esteve como eu, cinzento e triste. Roubaste-me, roubaste-me tudo. Todos os caminhos são algo obscuros e intricados, contudo este é todo assim. Penoso até ao fim, mas sem fim. Apesar de saber que é errado usar uma máscara, é isso que tenho que fazer, pelo menos por agora. Nem sei se é máscara que utilizo, mas estou sem forças. Fiquei sem forças para me chatear e para me revoltar. Não estou chateada, nem revoltada, pois também porque não consigo estar. Estou apenas desapontada. Cada vez mais fico desapontada e desiludida e cada vez mais vos deixo fazer comigo o que bem entendem. E tu, por muito que me tenhas contristado, ainda quero voltar a sentir o que sentia. Penso que é impossível e talvez seja essa a razão da minha incapacidade de ter força. Se tudo parasse... Provavelmente poderia adquirir alguma força, nem que fosse para pensar, pois tudo o que tenho feito ultimamente tem sido sem pensar. E se ao menos pudesse voltar atrás, para Agosto, quando o sol brilhava até às 19h, e lentamente se perdia no mar deixando os seus traços lindos para trás que duravam até às 21h. Era onde me sabia encontrar quando me perdia, era lá, no mar. É lá que estão as respostas para tudo. Por outro lado, significava ter que viver tudo outra vez, tudo o que me fez perder-me de mim própria. E pergunto, onde será que estou ? Onde está a minha felicidade, a minha capacidade de amar ? A minha energia ? Estou perdida no tempo, no espaço. Preferia tudo como era antes, quando achava que o mundo era perfeito, quando todos éramos inocentes. Há que continuar, tenho que me encontrar, contudo vou esperar. Quando estiver preparada, irei tentar. Por agora vou só viver um dia de cada vez, a tentar ganhar e viver com as forças que tenho, e logo se verá. Só eu me posso encontrar, mas tem de ser feito com calma. Talvez encontre, talvez não; mas vou tentar.

sábado, 31 de outubro de 2009

Melhores amigas não existem.

É mau e é triste quando se chega a conclusões que nos abatem assim tanto. É mau, mas é real. Pessoas que nos dão tanto apoio e que nos dão tanto de tudo, mas ao mesmo tempo nos deixam sem nada. É o aproveito que tiram de nós e depois nos atiram e nos deixam cair em qualquer lado. É a insegurança que temos com a amizade e a segurança que não temos. Podemos passar uma vida toda com elas, sete dias por semana e mesmo isso é nada quando hoje pode ser tudo, e amanhã pode não ser nada. Qual é a diferença entre amigas e irmãs ? Pois, essa diferença é o facto de as irmãs serem irmãs para sempre. As amigas vão-se embora. Não se pode tratar as amigas como se fossem irmãs porque há um ponto em que as pessoas se fartam e se vão embora.

E eu vim-me embora.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acabou, boa sorte.

Acho que só agora é que comecei a acreditar ou a aceitar que já não estás aqui. Até agora tem sido uma guerra inexplicável entre o aceitar que te foste ou não embora. Não consigo explicar a ninguém o que sinto. Nem a mim mesma. Estou perdida sentimentalmente. Estou perdida sem nada nem ninguém aqui. Acredito de forma breve que te foste embora mas não consigo aceitar o facto de não te poder voltar a ver. Estou revoltada. Não sei o que é que me apetece mais neste momento; se é ficar assim revoltada, como estou, ou se é desaparecer para sempre, como tu fizeste. Sinto água a inundar todos os cantos dos meus olhos. Tenho um nó quente e encarnado na garganta. Não me atrevo a falar sobre isto ou sobre ti a ninguém. Não me parece que seja medo. Apenas não me apetece encarar a maneira como as pessoas lidam com o assunto nem a reacção delas. Fizeste-me olhar para a vida com medo e revolução. Para que construir tanto e passar por tanta coisa que não nos agrada quando pode acabar tudo numa questão de meses, semanas, dias, segundos ? Não entendo. Para que amar uma pessoa para depois a deixarmos sozinha ? Isso não é amar. Contudo por ti o que eu estou a sentir não é ódio. Nada disso. Não percebo e quero perceber. Ninguém me consegue explicar.
Tenho saudades de quando os pais iam para fora e tu vinhas cá para casa. Íamos sempre ao Mac e de seguida ao Doce Mania. Comias sempre um Big Mac, sempre. Vou cumprir a promessa de prová-lo, apenas ainda não tive coragem para o fazer. Cada vez me parece maior. No Doce Mania era a risada. Davas-nos dois euros a cada e nós levávamos mais dez. A hora de ir para a cama era a seguir aos patinhos, às 21h30 mas quando cá estavas ficávamos a ver as novelas que a mãe não nos deixava ver. À noite davas-me um beijinho interminável antes de eu ir para a cama e de seguida um à Mananida. Dormiamos as três e a Mananês dormia no seu quarto.

Sem ti aqui sinto-me nua. Criaste um vazio inconsolável dentro de mim. Agora restam-nos as memórias, é tudo o que temos.

Acabou, boa sorte.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Nunca te pedi muito mas a mim nem o pouco me deste. E eu fico. Hoje e amanhã. Ficarei para sempre à espera. Mas tu, tu não. Não sabes o que queres. Vês sem olhar e eu preciso que olhes porque não estás a ver bem. E é isso que me revolta e que me choca. A tua incapacidade de ver o que está certo ou não tendo em conta todo o mal que fazes, mas que para mim é entendido como o bem. Quando me tocas, partes-me por dentro. É o interesse mas que para mim volta como amor. És o rodeio das ilusões e só tu me podes ajudar. Por isso liberta-me.

Liberta-me de ti.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

é hoje; é hoje que vou sem olhar para trás.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Espero por ti

Ainda te espero, assim como as manhãs esperam pelo sol que pincela de alegria o arrebol e de esperança a circundar recomeços...

Ainda te espero, assim como o belo, seu expectador, a olhar extasiado o que a sua alma encantou e como relicário, dentro de si guardou.

Ainda te espero, assim como o estio, pela chuva que virá calando a cigarra que a seca vem agourar quando o cheiro de terra molhada inundar...

Ainda te espero, mesmo que seja noutra vida. Será sempre assim, sem planos ou trajetórias traçadas, sem fronteiras demarcadas, sem previsão de fim.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Porque juntos somos mais

As nossas lágrimas não foram em vão
Deus ouviu a nossa voz
Quantas vezes nós já dissemos
Como é maravilhoso estar aqui
Cantando todos uma só canção
Dou-te agora o meu coração

Juntos somos mais
Muito mais que vencedores
Juntos somos mais
Uma família muito mais feliz

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Não há vontade

Não tenho vontade de ser quem sou.
Não tenho vontade de pisar o chão que piso.
Não tenho vontade de respirar o ar que respiro.
Não tenho vontade de olhar para quem olho.
Não tenho vontade de viver o que vivo.
Não tenho vontade de rir o que rio.
Não tenho vontade de chorar o que choro.

E aqui podia continuar a escrever. Contudo tenho uma certeza; tenho vontade de amar quem amo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ilusão

A vida é o que nós fazemos dela. Contudo não é bem assim. O nosso caminho é o que nós fazemos dele. O que as pessoas que amamos fazem da vida delas também nos afecta, e não é pouco.

Ainda tenho que me habituar a escrever aqui. Sei que dentro de mim há muita coisa que quer sair, poucas boas e bastantes menos boas.

Apesar de ainda estares aqui, as saudades já cá batem. Mas vou permanecer à espera, porque quando tu voltares eu vou estár aqui de braços abertos para te receber.