segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Hoje

Sinto-me mal. Hoje estou mal. Estou pior do que tenho estado. Sinto que não estou viva por dentro. Mexo-me, mas parece que não sou eu. Preciso de mais tempo do que existe, preciso de poder ter o meu tempo. O dia hoje esteve como eu, cinzento e triste. Roubaste-me, roubaste-me tudo. Todos os caminhos são algo obscuros e intricados, contudo este é todo assim. Penoso até ao fim, mas sem fim. Apesar de saber que é errado usar uma máscara, é isso que tenho que fazer, pelo menos por agora. Nem sei se é máscara que utilizo, mas estou sem forças. Fiquei sem forças para me chatear e para me revoltar. Não estou chateada, nem revoltada, pois também porque não consigo estar. Estou apenas desapontada. Cada vez mais fico desapontada e desiludida e cada vez mais vos deixo fazer comigo o que bem entendem. E tu, por muito que me tenhas contristado, ainda quero voltar a sentir o que sentia. Penso que é impossível e talvez seja essa a razão da minha incapacidade de ter força. Se tudo parasse... Provavelmente poderia adquirir alguma força, nem que fosse para pensar, pois tudo o que tenho feito ultimamente tem sido sem pensar. E se ao menos pudesse voltar atrás, para Agosto, quando o sol brilhava até às 19h, e lentamente se perdia no mar deixando os seus traços lindos para trás que duravam até às 21h. Era onde me sabia encontrar quando me perdia, era lá, no mar. É lá que estão as respostas para tudo. Por outro lado, significava ter que viver tudo outra vez, tudo o que me fez perder-me de mim própria. E pergunto, onde será que estou ? Onde está a minha felicidade, a minha capacidade de amar ? A minha energia ? Estou perdida no tempo, no espaço. Preferia tudo como era antes, quando achava que o mundo era perfeito, quando todos éramos inocentes. Há que continuar, tenho que me encontrar, contudo vou esperar. Quando estiver preparada, irei tentar. Por agora vou só viver um dia de cada vez, a tentar ganhar e viver com as forças que tenho, e logo se verá. Só eu me posso encontrar, mas tem de ser feito com calma. Talvez encontre, talvez não; mas vou tentar.

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