sábado, 31 de outubro de 2009

Melhores amigas não existem.

É mau e é triste quando se chega a conclusões que nos abatem assim tanto. É mau, mas é real. Pessoas que nos dão tanto apoio e que nos dão tanto de tudo, mas ao mesmo tempo nos deixam sem nada. É o aproveito que tiram de nós e depois nos atiram e nos deixam cair em qualquer lado. É a insegurança que temos com a amizade e a segurança que não temos. Podemos passar uma vida toda com elas, sete dias por semana e mesmo isso é nada quando hoje pode ser tudo, e amanhã pode não ser nada. Qual é a diferença entre amigas e irmãs ? Pois, essa diferença é o facto de as irmãs serem irmãs para sempre. As amigas vão-se embora. Não se pode tratar as amigas como se fossem irmãs porque há um ponto em que as pessoas se fartam e se vão embora.

E eu vim-me embora.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acabou, boa sorte.

Acho que só agora é que comecei a acreditar ou a aceitar que já não estás aqui. Até agora tem sido uma guerra inexplicável entre o aceitar que te foste ou não embora. Não consigo explicar a ninguém o que sinto. Nem a mim mesma. Estou perdida sentimentalmente. Estou perdida sem nada nem ninguém aqui. Acredito de forma breve que te foste embora mas não consigo aceitar o facto de não te poder voltar a ver. Estou revoltada. Não sei o que é que me apetece mais neste momento; se é ficar assim revoltada, como estou, ou se é desaparecer para sempre, como tu fizeste. Sinto água a inundar todos os cantos dos meus olhos. Tenho um nó quente e encarnado na garganta. Não me atrevo a falar sobre isto ou sobre ti a ninguém. Não me parece que seja medo. Apenas não me apetece encarar a maneira como as pessoas lidam com o assunto nem a reacção delas. Fizeste-me olhar para a vida com medo e revolução. Para que construir tanto e passar por tanta coisa que não nos agrada quando pode acabar tudo numa questão de meses, semanas, dias, segundos ? Não entendo. Para que amar uma pessoa para depois a deixarmos sozinha ? Isso não é amar. Contudo por ti o que eu estou a sentir não é ódio. Nada disso. Não percebo e quero perceber. Ninguém me consegue explicar.
Tenho saudades de quando os pais iam para fora e tu vinhas cá para casa. Íamos sempre ao Mac e de seguida ao Doce Mania. Comias sempre um Big Mac, sempre. Vou cumprir a promessa de prová-lo, apenas ainda não tive coragem para o fazer. Cada vez me parece maior. No Doce Mania era a risada. Davas-nos dois euros a cada e nós levávamos mais dez. A hora de ir para a cama era a seguir aos patinhos, às 21h30 mas quando cá estavas ficávamos a ver as novelas que a mãe não nos deixava ver. À noite davas-me um beijinho interminável antes de eu ir para a cama e de seguida um à Mananida. Dormiamos as três e a Mananês dormia no seu quarto.

Sem ti aqui sinto-me nua. Criaste um vazio inconsolável dentro de mim. Agora restam-nos as memórias, é tudo o que temos.

Acabou, boa sorte.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Nunca te pedi muito mas a mim nem o pouco me deste. E eu fico. Hoje e amanhã. Ficarei para sempre à espera. Mas tu, tu não. Não sabes o que queres. Vês sem olhar e eu preciso que olhes porque não estás a ver bem. E é isso que me revolta e que me choca. A tua incapacidade de ver o que está certo ou não tendo em conta todo o mal que fazes, mas que para mim é entendido como o bem. Quando me tocas, partes-me por dentro. É o interesse mas que para mim volta como amor. És o rodeio das ilusões e só tu me podes ajudar. Por isso liberta-me.

Liberta-me de ti.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

é hoje; é hoje que vou sem olhar para trás.