quinta-feira, 5 de novembro de 2009

M de Minnie

Pode ser só um peluche, como pode ser um peluche que está comigo desde sempre, desde que fui à Disney. É a minha Baby Minnie. Está lá sentada no meu quarto, com os casacos que a tia fez para ela, com um M, de Minnie, e de Madalena; ela tem dois nomes. Já esteve dentro do meu armário, como já esteve dentro de mochilas, e quando eu gostava de dormir com um zoo na cama, dormia comigo. Já passeou muito, aquele boneco. Apesar de tudo, eles são quem vêem mais. São os que não se mexem nem se mostram ser humanos, que sabem tudo, tudo de todos os que passam naquele quarto, naquela casa. São os que guardam os segredos para sempre. Podemos confiar neles no momento em que os conhecemos. Ela é e foi assim sempre. O meu maior baú. Arrependo-me de me ter irritado e fingido que ela estava a ter um ataque cardíaco, e de seguida de lhe ter feito um corte no peito só para o poder cozer com linha bem azul para se notar que lhe tinha feito uma cirurgia. Quero ser médica, já agora. É um dos meus maiores sonhos, ser médica, salvar vidas. É muito típico, mas é verdade. Enfim, no fundo é só um peluche, um peluche que me acompanha sem criticar nem elogiar. Um peluche mais verdadeiro do que a maioria dos seres humanos que conheço. Deveria ser assim?
Um peluche que ocupa o meu coração.

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