sábado, 16 de janeiro de 2010

"And for the briefest instant, it almost feels like we're together again."

É só esperar que quando venho a abdicar do que sinto por ti, vem uma onde de vontade de querer sentir o que sinto, mais e mais, um tsunami ou algo assim. É uma auto-estrada na qual todas as saídas me indicam a ti. No fundo será um labirinto a preto e branco. O caminho é branco, as saídas são pretas.
Só me sei ser fiel ao que sinto por ti, e só me consigo agarrar a isso. Se no fim só tiver a ti para me segurar, não vou ceder. És a resposta; tudo me liga a ti.

Contudo acho que estamos num ponto em que nem tudo tem de ter uma resposta. És a resposta mas eu não sei se preciso de uma resposta.
"Our story has three parts: a beginning, a middle, and an end. And although this is the way all stories unfold, I still can't believe that ours didn't go on forever."

domingo, 20 de dezembro de 2009

Respirar

Peço-te agora que me deixes respirar. A estrada é para ser seguida então decidi que vou seguir a minha. Pode não ser bem feita e ter lombas desiguais. Pode até ter sinais enganadores e indeterminados contudo vou segui-la. Deixa de me deixares no vazio, deixa-me respirar vida. Tu tens tudo e eu tenho nada. Deixa-me ter alguma coisa, alguma coisa minha e só minha. Não quero nada teu apenas quero respirar. Uma janela no mundo inteiro e é só por ela que olho. Não me vou ver no teu olhar, nunca mais.
Respirar; é isso.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Mafalda Veiga

sábado, 12 de dezembro de 2009

noite a devorar o sol

É noite mas eu sinto o sol dentro da minha cabeça. Tenho a cabeça a ferver. Só me apetece ir para o meu paraíso; a praia. É lá que estou bem. É lá que não há nada, só eu. É lá que a brisa do mar me consegue tirar de mim e não deixa que me afunde nos meus pensamentos. Na praia, onde tudo é mais calmo. No mar onde não há ninguém. Nas ondas de esperança e na areia dos desejos. Nas rochas de segredos e pegadas de amor. Nas conchas de amizades, quando por fim, vem a onda da esperança e leva tudo pronta para uma nova esperança e um novo desejo; uma nova história de amor e novas amizades. E assim é; vem a onda e leva tudo. E se calhar é assim que estou bem, com nada. Vazia. Porque só a praia me faz sentir vazia e cheia ao mesmo tempo; e é assim que me quero sentir. Com ou sem sol, de noite ou de dia.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

anda, ensina-me a voar

anda, ensina-me a voar. não me digas para eu bater os braços e caminhar pelo céu, não. ensina-me a voar e atingir os meus objectivos. ensina-me a combater os medos. amestra-me a saber que sou melhor por ser verdadeira e que no fim, sou eu que ganho. diz-me que por poder voar, atravesso por cima da multidão e chego a ti. e voar para o teu coração, não ?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

vem por aqui

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Medo


Não tenho pudor de falar que tenho medo. Tenho medo... Medo de amanhã não calçar os sapatinhos de quarto e descer as escadas até chegar à sala. Medo de não sentir o frio realçado lá fora. Medo de não poder tocar no Max sempre que chego a casa. Medo de que 2010 seja uma merda; ainda mais do que 2009 foi...
Medo de ti ? De te ver ou de nunca mais te ver ?

domingo, 22 de novembro de 2009

terceiras oportunidades; só ela.

Sinceramente faz-me confusão. Ultrapassa-a e ultrapassa-me. Chegando a casa todos os dias angustiada com o que lhe dizem e fazem, levanta-se num novo dia pronta para se melindrar mais e proporciona isto a todos os dias da semana. Chega um ponto em que se acha exausta e aí afecta-nos a todos. O seu mal-estar e irritação. Acho bem a revolta. Devia era acontecer todos os dias. Se se acha ser preciso, é preciso. É o sexto sentido das mulheres (ou talvez não). Podia contemplar o que ele cria nela para talvez um positivismo menos mau do que o que tem. Aceita a imperfeição e o castigo. Imperfeição que ocorre em todos e podia ser bem aceite se por uma corrente fosse próprio e digno de aceitar sequer. Mas nem isso é, nem para mim nem para ninguém. É a dor que ele cria nela e ela aceita. Chamo-lhe prejuízo e doença. Cresce tudo na mesma raiz. Já tentei discursar e expressar o que acho, nem tanto o que sinto mas apenas oiço; "Mas eu não percebo, ele mudou, ele diz que não a quer. Está apenas confuso". Confuso o tanas. É é um grande egoísta e egocêntrico. Para terceiras oportunidades só ela mesmo. Terceiras, quartas e afins. Só ela.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

elas e outras

Estará ela a vê-lo com outra pessoa ? Ele beija-a, ela toca-lhe no pescoço. Ele respira; ela suspira. Ele diz-lhe que a ama com a brisa do mar e a leveza do vento. Ela revira os olhos.
E a outra vê atentamente.

domingo, 15 de novembro de 2009

Perdição

Não consigo aceitar os factos da realidade. Não aceito que te tenhas ido embora, não aceito que me tenhas deixado e por fim não aceito não saber onde me encontro. Cada dia que passa menos percebo o porque do fim das coisas e no entanto mais me apercebo desta realidade. A dor que sinto por isto é interminável pelo que dá a entender agora. É impossível estar bem ou estar melhor. E sinto-me sozinha por isso, por me teres destinado a não te ter ao meu lado. Sou constantemente abandonada. Estou colada ao chão e estão-me persistentemente a pisar. Ninguém me ajuda a levantar. Amando-te deveria deixar-te ir, libertar-te mas suponho que neste caso seja mais revolta do que a própria sedição de amar. Mas dizendo isto mantenho-me a entender que não é justo e que não sendo justo torna-me fraca, mais fraca do que já sou sentimentalmente. Tenho que usar uma máscara e não devia ser assim; deviam perceber sem ter que soltar uma palavra. Amigas ? Não. E sei que por vezes falo com um ligeiro tom cínico mas nem é assim tão difícil de aceitar isso, sei que não é por experiência própria. Não espero dos outros o que eles não podem esperar de mim, não sou injusta. Sou apenas fiel. E sei que se não forem comigo no fim ficará tudo bem porque serei sempre fiel a mim própria e na intenção de limite, é isso que conta. Já os pais disseram há bocado que foram falar com o senhor que esteve na festa da Nocas e que ele disse que sou muita engraçada e respondona só porque lhe disse que vodka e redbull fazem mal sozinhos quanto mais misturados e que quando ele me respondeu que o que faz mal é não beber, que lhe respondi de tal maneira de menina respondona mas ao mesmo tempo engraçada e que ele achou piada porque me conhece desde que sou pequena e diz que sou assim respondona desde que sou pequenina. Achei engraçado e acho engraçado ser respondona porque não sou mal-educada e isso sei que não sou. Sou apenas agressiva quando me reatam de forma que me faça reagir de tal maneira. Neste momento poderá vir um ataque de agressividade sem qualquer razão de ser do nada. Estou demasiado afundada para me preocupar com isso. Se acontecer, aconteceu. E acho que a enorme revolta de me teres abandonado é o que afunda ainda mais o meu barco. Nem tanto a de te ires embora mas a de me teres abandonado. Abandono é mau, muito mau. De vez em quando sonho brevemente com o contrário, antes eram sonhos mais concretos. Agora, por vezes apenas me passa a breve ideia de ter uma vida sem as complicações da minha, uma vida perfeita como aparentam ter algumas pessoas. Depois penso que não seria quem sou se tivesse uma vida perfeita mas não tenho preferência. Depois desses sonhos o mais difícil é acordar e sermos embasbacados com a realidade que nos deita de novo mas em vez de ser na cama é no mundo, num mundo de estranhos. Neste momento peço apenas saúde e felicidade. Pode ser um cliché; ou não. Farta ou não de me sentir assim continuo a viver; refugiando-me nos estudos. Ao menos isso, nos estudos. Não podia pedir uma família melhor; pais que fazem tudo por nós, manas que me dão o que eu lhes dou, tios que me percebem apenas com um resumo, primas à maneira (mesmo !), uns avós amorosos e bonitos. Acho que esta satisfação pela minha família não irá passar nunca. Por vezes está escondida, mas nunca apagada. Isto sim é a única coisa pela qual posso agradecer todos os dias. As outras, melhorando ou não, irão eventualmente ficar mais transparentes demorem o tempo que demorarem. Não tenho pressa.

sábado, 14 de novembro de 2009

Minha Gordinha

És tu. És o meu sol nos dias de calor, a minha lua flutuante no céu na noite mais bonita do verão, o amanhecer mais bonito e o pôr-do-sol mais pacifico. A estrela para onde olho a noite toda. A água que bebo. És tu e só tu.
She's nothing like a girl you've ever seen before, nada mesmo. Sim és tu, e ser-lo-á eternamente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

(Broken) Heart

You’re everything I thought you never were
And nothing like I thought you could’ve been
But still you live inside of me
So tell me how is that?
You’re the only one I wish I could forget
The only one I’d love to not forgive
And though you break my heart, you’re the only one

Mata-me de amor ou dá-me liberdade

Só te quero a ti. Só sonho contigo, com os teus olhos, com o teu respirar ao pé do meu coração. Com a minha mão junta com a tua até ficar a suar. Não me dás nem amor nem liberdade. Não me dás tudo o que eu te dou nem és tudo o que eu sonhei, mas és o meu sonho e isso atinge a realidade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

I have a dream

Os sonhos verdadeiros não é de cair um montão de dinheiro em cima de nós enquanto dormimos, nem é ficar rico em sete horas (durante a noite, o sonho). Isso é uma ilusão errada (e aqui vamos nós outra vez). Mas nem todos os sonhos têm de ser verdadeiros, o meu não é de certeza. Eu sonho em ganhar o Euromilhões, contudo o meu Euromilhões não é dinheiro. Para mim pode ser concluído como uma grande fortuna, essa questão nem se põe, mas isso sou eu. O maior Euromilhões que eu podia alguma vez ganhar és tu. E hoje sinto-me feliz, apetece-me ir lá para fora doar alguma desta felicidade. Finalmente um dia desta felicidade que não me tocava há tanto tempo. Hoje é daqueles dias que me apetece dizer que não vou desistir e que vou lutar por ti até não poder mais mas sei que não irão passar destas palavras e deste desabafo. Vou dizê-lo na mesma; apetece-me ir ter contigo agora mesmo e dizer-te que tudo o que aconteceu está errado, tudo o que fizeste foi errado (apesar de o saberes) e mesmo sabendo que eu fui infiel comigo mesma, e tu comigo, que te aceito como és como sempre fiz e que te quero de volta contudo isso seria mais uma vez, desrespeitar-me a mim, e só a mim. E não seria novidade nenhuma. Mas se soubesses as saudades que tenho, do nosso olhar interminável e das nossas conversas sobre tudo e mais alguma coisa, enfim. Fico contente por tudo se ter passado, fez-me crescer como pessoa e ver a vida de maneira diferente. Por isso obrigada, por isso e por tudo. O sonho mantém-se mas a realidade também.

forever isn't long enough in my eyes

Não existe para sempre ou nada semelhante. A nós dizem-nos que irá ser para sempre, fazem-nos acreditar em tal e fazem-nos ver que vai ser para sempre. A falta que me fazes é um constante. Encontro-me todos os dias a pensar em ti, sempre, mas sempre mesmo. O sentar-me na minha cama a chorar por ti já é um constante sem qualquer razão de ser no próprio momento, é um constante.
Ontem, fui-me deitar e acho que pela primeira vez talvez me tenha batido mesmo. Não sei explicar mas parece que caí em mim, um pouco mais do que já tinha caído. É tão solitário o pensamento deste adeus, não tem barreiras para que possamos ver de onde veio. É uma resposta sem explicação. Talvez nem uma conclusão tão vinda do nada mas apenas um facto. Um facto sem explicação que deixou muitas dúvidas mas nada para as explicar. E tenho medo de ser assim para sempre. Medo de me sentir assim, medo de sentir algo que não possa explicar e antes não era assim. Mostrar o que sentia não era difícil, apenas requeria pensamento e as palavras certas. Agora é tão mais complicado fazê-lo. Não estás aqui. Não estás aqui. Não estás aqui. Repito as vezes que for necessário e sei que mesmo assim, não vamos a lado nenhum. Tirem-me daqui. Ajudem-me a sair disto, desta falta de ar, disto que é tudo menos common sense. É absurdo.

Não sei aceitar esta finalidade, este adeus.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Gordo

Já não és o meu gordo, mas continuas a ser gordo.

domingo, 8 de novembro de 2009

Esquerda ou Direita, Mal ou Mal

Para um aspecto é uma matéria e para outro é outra. Tenho de condizer só num quando me assisto num, e me imagino noutro. Hoje estou na habilidade. Hoje e agora, estes dias, estas semanas. São os dois lesões e traumas. O de felicidade não se vê, tem nevoeiro, mas sinto que está aqui. Não sempre, sucede e toma parte quando deseja mas dura pouco, muito menos do que gostava. Amanhã caminho para a felicidade, daqui a umas horas. Estou enfada e farta de ser o mal, estar no mal. Amanhã faço de tudo para estar no caminho da felicidade. Escolher entre o mal ou o mal ? Eu escolho o bem.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Minha 19

Porque será que o 19 é tão especial ? Dia de anos ? Lembro-me perfeitamente do dia em que escolhi que queria que esse fosse o meu número. Foi em Fevereiro, deste ano. Íamos fazer t-shirts para a apresentação e eles precisavam do meu número, já não queria ser o 24 porque era por ti nem tão pouco o 4, pela mesma razão. Então podia ser o 5 (Maio), ou o 19 (dia de anos). Lembro-me que fui à net ver a lista de jogadores que eram o 19. Parecia-me ser tão nobre, 19. E continuo a achar. Há qualquer coisa neste número que não é habitual, não há descrição possível, pelo menos agora. Pode ser pela simples razão dela também o ser. Ela; a Minha 19. Será o destino ? É tal como digo; you can change my future, you can't change my destiny. É mais do que muita gente, muita gente que pensa ter coração mas acaba só por ser um traste encarnado que bate lá por dentro. E a Minha 19, além de ter coração, tem alma e personalidade. Uma personalidade mais forte do que todos os que pensam ter, uma personalidade tão forte que é capaz de espantar todos. Seria só mais uma pessoa neste mundo, mas para mim é tão mais do que isso. Tão mais do que só uma prima, só um membro da familia, só uma amiga. É tudo isto, e quem partilha este 19 comigo. É ela, sim, a minha 19.

M de Minnie

Pode ser só um peluche, como pode ser um peluche que está comigo desde sempre, desde que fui à Disney. É a minha Baby Minnie. Está lá sentada no meu quarto, com os casacos que a tia fez para ela, com um M, de Minnie, e de Madalena; ela tem dois nomes. Já esteve dentro do meu armário, como já esteve dentro de mochilas, e quando eu gostava de dormir com um zoo na cama, dormia comigo. Já passeou muito, aquele boneco. Apesar de tudo, eles são quem vêem mais. São os que não se mexem nem se mostram ser humanos, que sabem tudo, tudo de todos os que passam naquele quarto, naquela casa. São os que guardam os segredos para sempre. Podemos confiar neles no momento em que os conhecemos. Ela é e foi assim sempre. O meu maior baú. Arrependo-me de me ter irritado e fingido que ela estava a ter um ataque cardíaco, e de seguida de lhe ter feito um corte no peito só para o poder cozer com linha bem azul para se notar que lhe tinha feito uma cirurgia. Quero ser médica, já agora. É um dos meus maiores sonhos, ser médica, salvar vidas. É muito típico, mas é verdade. Enfim, no fundo é só um peluche, um peluche que me acompanha sem criticar nem elogiar. Um peluche mais verdadeiro do que a maioria dos seres humanos que conheço. Deveria ser assim?
Um peluche que ocupa o meu coração.

Mana


Mana, muitos parabéns. Credo, que velha. Cada ano que passa parece que o outro chega mais rápido. E a palavra parabéns torna-se tão mais serena e ao mesmo tempo parece que tem menos significado, não sei. Talvez seja pela simples razão de as crianças mostrarem bastante mais, a ideia de fazerem anos e receber prendinhas. Espero que tenhas o melhor fim-de-semana da tua vida com as tuas amigas/amigos. Tenho pena em não te poder dar um grande beijinho e um grande abraço como fazia antes. Sabes, parece cada vez mais que estou sozinha, sozinha na escola. Antes vocês (tu e a Nocas) protegiam-me, e estavam lá sempre. Agora já não. Agora parece que cada vez mais sou eu que pago pelos meus erros e não tenho lá ninguém para me ajudar. É mau, mas acho que é o que se chama crescer, não sei. Tenho saudades de chegar à escola e ir literalmente a correr para te dar um abraço. Tenho saudades de ter um problema, e mandar uma mensagem a pedir para saíres da aula e ires ter comigo. Tenho saudades das tuas brincadeiras, nomeadamente passares a vida a gozar comigo e com a Gui a dizer que tu e o Gonçalo estavam juntos, sempre, e o pior era que nós acreditávamos em vocês sempre, todas as vezes. Mas isto é vida, acontece e acaba. Não estás aqui aqui, mas estás aqui. Aqui ou ai, mas estás sempre comigo. Trago-te no meu coração todos os dias, todos os minutos de todos os dias. Vejo-te no Natal.

Um beijinho grande de parabéns.
Sê feliz Vi, eu também serei.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Explosão

São desilusões após desilusões. Cada dia que passa menos me choca o que fazem, o que dizem. Estão constantemente a criticar os outros; as suas aparências e gostos. Nunca ouviram dizer; gostos não se discutem ? É o vocês suporem que são melhor que os outros que me passa por debaixo dos pés ou talvez nem tanto. São os erros que cometem e depois não admitem e que por vezes são tantos que nem a dignidade de o saber, têm. É este mau-humor que nasce em mim sem ter qualquer razão de ser, e não deveria ser assim.
Chega ! Hoje explodi.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Para a Mananês


You want to call her name from the highest hill
And she's better than the five-billion-dollar bill
She swims with you to Atlantis coast
To keep you save while the world explodes
She's diving down to keep you high inside her velvet sky
She's so beautiful beautiful beautiful beautiful beautiful


Única e totalmente única. No BI, é hoje que te tornas uma mulher mas na realidade, já és há algum tempo. Também depende do que cada um interpreta como um ser, crescido, neste caso uma mulher. Hoje fazes 18 anos, e não será por isso que os teus olhos brilham mais, ou estarás mais alta. Isso não é hoje, nem tem que ser amanhã. Será quando tiver de ser. Mulher. Foste mulher, és mulher, e serás mulher. Irás ser mulher na história da tua evolução. És sol, és lua. És quente e por vezes fria. És a onda mais leve de uma tempestade no mar e ao mesmo tempo a gota mais quente da chuva. Agora estás crescida, um bocadinho mais crescida. Mas isso não acontece só hoje, ou só porque tens mais um ano. Isso conquista-se ao longo de um ano, cresces mais um bocadinho, tal como todos. E o que podemos dizer sobre ti ? Muita coisa. Nem a biblioteca lá da escola aguentava tantos livros com coisas ditas sobre ti, pois seriam livros a mais e cada um seria único, com só uma coisa a dizer, mas dita em muitas palávras. E as nossas memórias, temos tantas, e ainda vão nascer tantas. E quando o Pai quase tinha de parar o carro na auto-estrada porque nós nos iamos a bater lá atrás ? Meu deus, coitados. E quando houve uma vez que fomos só as quatro para o Algarve e quando estávamos a voltar, da viagem cansativa que tivémos, e de dormir com as formigas, a mãe nos disse que nos tinhamos portado muito bem naquela viagem, ainda por cima feita à noite. Também, quando os pais iam para fora e tinhamos lá a Tia em casa. Era mac e doce mania, e quebrar as regras da mãe, que naquela altura era o que nos dava mais gozo. A hora de deitar era 21h30 para nós, e 22h ou 22h30 para ti, nós iamos quase à tua hora, e tu por volta das 23h. Foram boas, e as que ainda não nasceram também serão. Tenho a certeza disso. E digo outra vez, és única.

Parabéns, pelo que és.

Amo-te